Adultos devem tomar vacina de reforço contra coqueluche

Vacinação proporciona proteção extra aos bebês

A melhor maneira de prevenir a coqueluche entre bebês, crianças, adolescentes e adultos é com a vacina.

Nos últimos anos, casos de coqueluche voltaram a ocorrer no Brasil e a aumentar em todo o mundo. Segundo o Ministério da Saúde, apesar dos registros, o número é 24% menor em relação ao mesmo período de 2013, mas superior ao notificado há cinco anos. Nos Estados Unidos, no estado da California, por exemplo, é um dos locais que apresentam crescimento da doença. Segundo o departamento de saúde pública do estado, o California Department of Public Health, até julho de 2014 mais de 6 mil casos já foram registrados, número duas vezes maior que o último ano, mas menor que as mais de 9 mil notificações de 2010.

Adultos devem tomar vacina de reforço contra coqueluche

No Brasil, o esquema vacinal ( http://bit.ly/1tpLih0) é iniciado logo nos primeiros meses de vida (2, 4 e 6 meses), com a quarta dose entre 15 e 18 meses e um reforço aos cinco anos. Mesmo assim, os bebês continuam sendo os mais afetados pela doença. Uma das razões se deve ao fato de não estarem totalmente protegidos até o final do ciclo vacinal e, ao terem contato com pessoas contaminadas, que por algum motivo não foram diagnosticadas, acabam adoecendo.

Como a última dose da vacina é recebida aos cinco anos de idade e com o passar do tempo, seu efeito protetor é reduzido, jovens e adultos voltam a ser suscetíveis à bactéria. Segundo a Dra. Isabella Ballalai, presidente da Comissão de Revisão de Calendários e Consensos da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) é recomendado fazer um reforço da vacina a cada 10 anos* para manter a proteção contínua.
“A única forma efetiva de prevenção é a vacinação. Além do esquema vacinal na infância, é necessário que todos os adolescentes e adultos tomem as doses de reforço, principalmente aqueles que convivem com bebês, como pais, irmãos, parentes e babás e outros profissionais. Dessa forma fazemos uma proteção que chamamos de casulo, evitando que a bactéria se aproxime dos mais frágeis”, explica Dra. Isabella.
Com o organismo desprotegido contra a bactéria causadora da coqueluche, mesmo os adultos vacinados na infância podem apresentar a doença, geralmente manifestada por tosse persistente por mais de 15 dias, mas que também pode ter um quadro mais grave (principalmente nos maiores de 60 anos). Além disso, e mais grave ainda, é o fato dos adolescentes e adultos, mesmo assintomáticos, transmitirem a infecção a outras pessoas, principalmente àquelas que não foram vacinadas ou que não completaram o esquema vacinal, como os bebês.
De acordo com Organização Mundial de Saúde (OMS), das doenças preveníveis por vacina, a coqueluche é a quinta maior causa de morte em crianças menores de cinco anos. Apesar de a vacina para adolescentes e adultos não estar disponível na rede pública, as doses de reforço podem ser aplicadas em clínicas privadas.
A doença e seus sintomas
A coqueluche, pertussis ou tosse comprida é uma doença bacteriana altamente contagiosa que causa tosse incontrolável que dificulta a respiração. Quando uma pessoa infectada espirra ou tosse, pequenas gotículas contendo bactérias se espalham pelo ar, sendo facilmente transmitida para outro indivíduo.
Com sintomas iniciais parecidos com os de um resfriado, como coriza e tosse, a doença pode proporcionar tosse seca com duração de até dois meses. Depois de exposto à bactéria, os sintomas aparecem entre 6 e 21 dias.
Durante os acessos de tosse, os lábios e unhas podem ficar azuis devido à falta de ar, podendo ocasionar o vômito, a perda breve de consciência ou até mesmo levar à morte.

Saiba mais  sobre a Coqueluche e outras doenças e preveníveis

 http://bit.ly/1tpLih0 

 

Veja no infográfico:

Adultos devem tomar vacina de reforço contra coqueluche

Referência bibliográfica

1 California Department of Public Health. Pertussis Report, July 2014. Disponível em

http://www.cdph.ca.gov/programs/immunize/Documents/Pertussis_report_7-21-2014.pdf.

Acessado em agosto de 2014.