Escolinha: sim ou não?

Last Updated on 05/04/2012′ by Flavia Miranda

Resolvi publicar o texto abaixo porque  me identifico. Tenho 3 filhos, dois adolescentes e um garotinho que acabou de fazer um ano. Baseado em minhas experiências sei que estou certa em minha decisão rss… Deixo claro que não  acho que tem que ser assim para todos. O livre arbítrio  está aí para isso, para cada um fazer suas próprias escolhas e responder por elas. E cada um sabe o que é melhor para sua família.
Sei que muitas gostariam de poder escolher ficar com os filhos em tempo integral e por trabalharem fora precisam colocar filhos ainda bebês na escolinha. Sei também que algumas mães optaram pela escolinha para ter um tempo para si. E outras acham que assim é melhor e que o filho vai ficar mais esperto e inteligente (não concordo). 

Eu pude escolher ficar com meu pequeno o tempo todo. Em breve, vou contar aqui minha experiência.
A intenção do texto é ajudar quem ainda tem dúvidas ou passa por algum tipo de dificuldade relacionado a escola.
de Naomi Aldort , autora de “Raising Our Children – Raising Ourselves”
“Educação é o que sobra depois que esquecemos tudo o que aprendemos na escola.” Albert Einstein

Pergunta: Nossa filha tem quatro anos, é uma criança muito curiosa e social. Embora nós planejemos “homeschooling” (ensinar em casa), e eu esteja em casa com o bebê (seu irmão), nós a matriculamos numa escolinha pequena, maravilhosa e alternativa, para que ela possa se socializar, e tenha oportunidade de aprender. Eles têm muito respeito, e proporcionam tempo livre para brincar e atividades em grupo. Depois de um pequeno período de ajuste no qual ela chorava quando eu saía, nossa filha se tornou confortável e feliz lá. Mas, depois do recesso de natal, ela se recusou a voltar, e se tornou um esforço todas as manhãs. Eu sei que ela se diverte depois de estar na escola, mas ela não quer me deixar. Eu não quero privá-la de uma oportunidade de socialização e aprendizado, mas, eu também quero escutar a sua escolha. O que você  sugeriria?

Pergunte a Naomi
Paternidade sem luta e esforço
Resposta: O quê você lembra dos 4 anos de idade? Se você for como a maioria, você lembra quase nada.O que você lembra são sentimentos, sensações, faces, e fragmentos de visões. Nada do que você sabe hoje, depende do que você aprendeu nestes primeiros anos numa aula, ou escola. Em vez disto, depende de como você se sentia a respeito de si própria. O seu desejo de responder à escolha da sua filha, merece ser olhado com confiança. O que mais, pode ser mais valioso para ela, do que aprender que o jeito que ela sente em seu interior está correto?  Da escola, a sua filha não vai lembrar do aprendizado ou das brincadeiras,  mas, ela vai lembrar da dor da separação, e de aprender a não confiar no que ela sente em seu íntimo.Aprendendo a seguir orientações externas, e ignorar as suas próprias, ela será mais tarde suscetível à influencias da mídia,  pressões de grupo e outras forças exteriores.
Você também diz que não quer que ela perca oportunidades de socialização e aprendizado. Como pode a socialização com membros da família que mais amam ela, ser chamado de “perder”alguma coisa? Quando com a sua mãe, ela não perde a escola. Quando na escola, ela “perde”, ou sente falta da mãe.
 Do ponto de vista social, a pré-escola não é natural. Ao levar crianças pequenas para longe da sua fonte de poder (mãe) e colocá-las juntas, em um grupo de idades semelhantes (incapazes de ajudar uns aos outros), nós as deixamos impotentes. Neste cenário impossível e não-natural, elas perdem de se socializarem por si próprias, e dependem do controle de adultos para poderem funcionar e permanecerem em segurança. Tal experiência ensina a criança a ver a si própria como socialmente incapaz e dependente de autoridade.
A melhor experiência em grupo para uma criança pequena é a família. É um grupo que está fazendo coisas juntos, no qual cada membro é altamente valorizado e amado. Se você tivesse que trabalhar, eu falaria sobre incentivar a sua filha para encontrar alegria no seu cuidado substituto. Entretanto, sendo que você está em casa, não há necessidade de levar a sua filha pra longe do que é o melhor para ela.
Da mesma maneira, sua criança não perde nenhum aprendizado, enquanto está em casa. É enquanto está em uma escolinha, que ela tem que suspender o seu próprio aprendizado, em nome de um programa imposto. O ensino que não foi requisitado, frustra o aprendizado; ele geralmente destrói o amor por aprender, e impede a criança de inventar seus próprios métodos. Quando uma criança está inventando suas próprias maneiras de descobrir as coisas, o seu cérebro se expande bem mais do que seguindo o jeito de outros de pensarem, especialmente quando o ensino é imposto. Mesmo em pré-escolas mais progressivas, a criança ainda é jogada no plano de outro alguém, e é obrigada a abandonar seus próprios métodos. Em contraste, em casa, ela é livre para seguir os projetos da sua própria mente, para a otimística do tempo, métodos e assuntos de aprendizado.
As habilidades sociais, e de aprendizagem que a sua filha possui provém de ela se sentir segura em seu amor, e no seu próprio guia interior. Sentindo-se enraizada nela mesma, ela irá agir e aprender, não para competir ou buscar aprovação (dependência dolorosa), mas a perseguir suas próprias paixões autênticas. Amor incondicional significa não ter um futuro projetado para a sua criança. Ela deve seguir seu próprio caminho.
Uma criança que ouve suas vozes internas é confiante e tem clareza. Quando meu filho mais velho tinha seis anos, ele escolheu fazer um curso de artes em um programa escolar de verão para crianças. Depois de duas aulas, ele falou: “Eu não preciso mais ir para a aula. Eu posso pintar sozinho em casa sem o professor ficar me interrompendo”. Como se revelou, o professor tinha a idéia de “quebrar” a aula em segmentos de 20 minutos. Meu filho, do qual a capacidade de concentração saiu ilesa da escola, queria continuar com uma atividade por duas horas inteiras ou mais.

A Criança “Integral”
Se um bebê nasce pré-maturo, a sua vida e bem-estar estão em risco. Prematuridade não é desejável. Integração é. Da mesma maneira, a família é o “útero” da infância. Crianças que permanecem no útero da família, sempre saem de forma integral, emocionalmente fortes, e prontas para desabrocharem na sociedade. A sua criança deve se apoiar no poder parental até que ela tenha o seu próprio; só assim ela tem a força para permanecer enraizada em si mesma, face à enxurrada de influencias e escolhas que ela vai encontrar.
A maioria dos estágios de crescimento acontece quando eles estão sozinhos bem de repente, como o nascimento, e como caminhar. A nossa tentativa de gradualmente treinar os pequenos para se tornarem adultos, causa para eles muito prejuízo, à medida que vai contra sua natureza. Eu geralmente vejo os jovens que foram “estufados” com educação desde uma idade pequena, se tornaram exaustos e sobrecarregados pela corrida para preencherem as expectativas. Eles se perderam no processo de se tornarem o sonho de outro alguém. Em contraste, eu vejo aqueles que tiveram autonomia durante os mesmos períodos, alcançarem seus objetivos com alegria e facilidade… geralmente, tudo de uma vez.

“Mas, ela se divertia tanto na escola…”
É fácil se enganar pela habilidade de uma criança de estar presente e de curtir o momento. Uma vez que esteja claro para sua filha, que ela deve permanecer na escola (nem mesmo suas lágrimas adiantaram), ela é sábia o suficiente para se imergir no presente. No entanto, por livre e espontânea vontade, nenhuma criança pequena escolheria ficar longe da mamãe; é o modo de a Natureza garantir um ótimo envolvimento intelectual e social.
Portanto, não importa o quanto uma criança se divirta numa escola, ou aula, não vale o preço de ensiná-la a ir contra ela mesma. Você não a treinou para dormir num berço contra a sua vontade; isto não é diferente. Siga a Direção dela.
Ainda mais, quando coagimos a criança a agir apesar de seus pedidos claros, ela aprende a fazer o mesmo, e ignorar ou recusar a atender quando você está pedindo também. As habilidades sociais dela são aprendidas pelo jeito como ela é tratada. Se você quer que ela aprenda a honrar outras pessoas (uma habilidade social importante), então honre ela.
Alguns pais estão certos que seu filho está totalmente feliz num cenário escolar desde o primeiro dia. Eu estou aberta. Eu não posso conhecer cada criança ou situação familiar em particular. E mais, eu suspeito que dada à opção, antes de ficar acostumada a uma escola, toda criança preferiria estar com sua mãe e família.

Provendo Educação e Estímulo em Casa
Nossa sociedade, geralmente, é por demais estimulante e competitiva, desviando as crianças de sua própria orientação interior. Proteja a sua filha de tais pressões. Tenha em mente as famosas palavra do Einstein, “A imaginação é mais importante que o conhecimento”. Deixe a sua filha brincar e sonhar acordada, para que ela possa descobrir seus próprios interesses, métodos de aprendizagem e pensamento criativo. Pode ser que ela precise de um amigo para brincar, preferencialmente uma criança bem mais velha. Em se tratando de exposição cultural e intelectual, insira sua filha no que você ama fazer e participe de seus interesses. Ela vai escolher o que mais a empolga e guiar você na sua trilha. Esta trilha será aquela que é a melhor para ela. Gênio é o resultado da harmonia entre os mundos interior e externos da criança. As suas necessidades aparecerão naturalmente, e você responderá com suas habilidades, ou descobrindo que livros e a Natureza são tudo que ela precisa; Exponha a sua filha ao que você ama, e ao que ela demonstra interesse, e não imponha nenhum ensino.
Quanto mais tempo a sua filha for poupada de qualquer doutrina, maiores as chances de ela aperfeiçoar seus próprios talentos, habilidades sociais e aprendizagem. Por que se esforçar, quando o desenho da Natureza é tão incrivelmente perfeito? Quando as escolhas da sua criança forem honradas, ela aprenderá a única lição que conta: “Minha vóz interior é a que deve ser ouvida.”

Naomi Aldort é a autora de “Raising Our Children, Raising Ourselves”(Criando Nossos Filhos, Criando a Nós Mesmos). Suas colunas de aconselhamento são publicadas em revistas de paternidade no mundo inteiro. Aldort oferece orientação por telefone e aconselhamento por telefone/Skype internacionalmente, abrangendo todas as idades, de bebês a adolescentes: paternidade conectada; aprendizagem natural, relacionamentos de pai-e-filho pacíficos e poderosos.
Para produtos, aconselhamento e um boletim gratuito, visite www.authenticparent.com .

©Copyright Naomi Aldort

Traduzido por Janaína Ribeiro, ventobranco@gmail.com , para www.slingando.com

Permitida a divulgação e veiculação, desde que citada a fonte, http://www.slingando.com , nome da autora e nome da tradutora.
*imagem google

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26 Comentários

  1. Assunto delicado “escola”!

    Eu precisei deixar minha filha com seis/sete meses na escola. Não foi nenhum pouco fácil e, para isso fiz pesquisa de escolas que se aproximassem a minha idéia de “escola ideal”, não me importei com valores nem a distância que iria percorrer, já que eu tinha que fazer isso, seria para oferecer o melhor.

    Sophia adora a escola, sempre amou! No final do ano passado ela odiava, tinha horror a passar na frente e só de ver o uniforme chorava. No fundo ela estava cansada de ir para aquele lugar. Eu entendo, quantas vezes a gente odiava ir para a escola, e hoje ir para o trabalho ou mesmo ao supermercado!

    Hoje Sophia acorda feliz, dorme feliz e já começa a brincar de “escolinha” com as pelúcias e bonecos!

    O dificil é que cada criança tem uma personalidade e cada família tem uma visão. Aqui em casa queremos que nossa filha tenha prazer pelo estudo, que faça atividades extra-curriculares e tenha amigos de infância!

    Agora se vocês preferem ela em casa, não tem porque “força-la”, ela vai chorar mesmo, afinal, ela sente que nem vocês a querem na escola, desejam, mas não é preciso ou obrigatório!

    Se puderem e assim desejarem, espere chegar a idade obrigatória! Para que sofrimento!?!

    Minha opinião, claro!

    Beijinhos, Má
    http://www.monmaternite.com

    1. Hahaha .. quando li que tinha editado corri para ver as novidades e com a introdução muda todo o sentido do post! Antes realmente parecia que você não sabia o que fazer e estava numa dúvida cruel!

      Dúvida resolvida e o texto que publicou se torna um auxilio para quem está com a dúvida que eu achei que você estivesse, entendeu!?!?

      Beijos, Má
      http://www.monmaternite.com

  2. Flavi,

    Esse é um assunto bem complexo mesmo…
    A foto que ilustra no início é bem diferente da realidade, se na escolinha fosse assim eu estava feliz! rsrsrs.

    Vou ser sincera que não li todo o texto, pois já possuo uma culpa por deixar minha Isabella na escolinha, então melhor não reforçar isso, pois a esolinha não foi uma escolha, tive que fazer isso.
    Para as mães que podem optar acho válido meio período na escolinha, e o restante do tempo junto da mamãe, com certeza ninguém cuidará com a mãe, ninguém dará a atenção necessária, isso é verdade.

    Gostaria de ler sobre sua experiência quanto à isso, acho muito válido essa troca.

    Bjo e bom feriado pra vcs!!!!

    1. Cláudia,

      Não sinta-se culpada, você precisa deixar sua pequena.
      O texto está respondendo a pergunta de uma mãe que não precisa deixar a filha na escolinha e ficou surpresa com a recusa da criança e buscou ajuda para entender melhor e saber o que fazer.

      Beijos minha querida.

  3. Flavi que tema polêmico, né… Acho uma decisão difícil, pois nós escolhemos TUDO para os nossos filhos até determinada época da vida deles.. dizer que fizemos as escolhas certas? Difícl.. Pois muitas vezes o que é certo para nós, fica a desejar para outros…
    Acho importantíssimo essa socialização, mas também acho indispensável esse contato com a família, que como é citado no texto são as pessoas que mais amam a criança…
    Eu não posso ficar 24h com a Laura, mas também não coloquei na escola… tenho uma pessoa que cuida nas horas que não estou em casa… E confio.. mas muitas vezes acredito que seja mais seguro na escola…
    Enfim… Espero não criar traumas na Laura… Mesmo porque ela sempre dá tchau quando a mamãe vai trabalhar…

    Beijocas
    Carol

  4. Carol não existe mesmo certo ou errado, cada caso é um em especial. Cada mãe e pai sabem o que precisam para viverem bem com seus filhos e ponto. Se quem está com você e cuida da sua filha é confiável e se você não nota nada de errado, como você mesma disse, ela até de dá tchauzinho é porque está tudo bem mesmo. Publiquei esse texto porque vai de encontro ao que sinto com relação aos meus filhos, mas por pretensão de dizer que é certo assim e tal, nunca! Se eu trabalhasse fora e não tivesse ninguém da minha confiança para ficar com meu filho pequeno eu colocaria na escolinha também, fazer o que? Mas já penso ao contrário, não acho escola lugar seguro para crianças muito pequenas… Mas se eu necessitasse de colocar, escolheria com muito cuidado esse lugar.

    Beijos querida.

    1. Flavi sem dúvida.. Concordo com você. Infelizmente hoje em dia tem muitos pais que não são confiáveis em ficar com os filhos, né. Esse mundo está perdido mesmo…
      Mas acho que seguir nosso coração é a coisa melhor e mais saudável…
      Mas de forma nenhuma quis dizer que era pretensão sua dizer que isso é certo e ponto… Me desculpe se me fiz interpretar assim…

      Beijocas
      Carol

    2. Flavi sem dúvida.. Concordo com você. Infelizmente hoje em dia tem muitos pais que não são confiáveis em ficar com os filhos, né. Esse mundo está perdido mesmo…
      Mas acho que seguir nosso coração é a coisa melhor e mais saudável…
      Mas de forma nenhuma quis dizer que era pretensão sua dizer que isso é certo e ponto… Me desculpe se me fiz interpretar assim…

      Beijocas
      Carol

    3. Não pensei isso não Carol, só quis esclarecer, pois é um tema tão delicado que tenho medo de ser mal interpretada.Mas você disse tudo agora “seguir nosso coração é a coisa melhor e mais saudável” Concordo. Beijinho

  5. Flávia. Você pôs o dedo na ferida. Na minha ferida (rs). Minha filha está com 3 anos. Em maio faz 1 ano que a colocou na escolinha. Porém, desde o início do ano estou numa dúvida cruel. Quando vi seu post senti até palpitação. Não trabalho fora por opção. A mais acertada que tomei até aqui, eu acredito. Então quero muito tirar Laura da Escolinha. Ela não precisa ir para a escolinha. Não que ela deteste. Mas eu me pergunto para quê ela está na escolinha? E porque? Mas aí vem a pressão social, o pediatra diz que é bom porque socializa, o psicólogo diz que agora que já colocou não deve tirar… O fato é que tenho andado muito triste, insegura mesmo. Quero tirar minha filha da escola porque tenho o prazer de poder ficar com ela 24 horas por dia, mas não sei se é a coisa certa. Tenho medo de estar sendo egoísta e pensando só em mim. Se você puder me dar uma opinião, fico grata. Afinal, você tem mais experiência. Laura é minha única filha. Obrigada. Beijos!

    1. Não fique assim… Se ela está bem e feliz com a escola, não tem por que se sentir assim. Esse texto publicado aqui, responde a pergunta de uma mãe cuja a filha se recusa ir para escola. Se sua filha está feliz lá, não vejo porque tirá-la. Aproveite os momentos livres que vocês duas tem para ficarem bem juntinhas e fazerem muita coisa legal.

      Mas, a resposta está com você! Você sabe o que deixa sua filha feliz.

      Beijos

      Flavi

  6. Vou dar meu pitaco… a Flavi sabe o quanto apoio ser mãe 24 horas por dia, mas ser mãe 24 horas por dia para mim tem outra definição, não basta simplesmente estar fisicamente com o filho, mas abrange tudo, as escolhas, decisões, cuidados, educação, companhia, brincadeiras… tudo que se faz para o filho nessas 24 horas.

    Ser mãe 24 horas por dia, não está relacionado em estar com o bebê ou a criança grudado na gente 24 horas por dias… nenhuma mãe é melhor ou pior por não estar o tempo todo com o filhote, tudo depende do que está fazendo “por ele”, o que muitas fezes é mais importando do que o que está fazendo “com ele”. De que adianta ficar com a cria até 3/4 anos em casa, e estar cansada, estressada, sem tempo para nada e a criança não desenvolvendo como deveria… ficando só no meio de adultos, ao invés de se relacionar com crianças da mesma idade, socializando e evoluindo, crescendo em todos os sentidos.

    Trabalhar ou não fora não deve afetar a escolha se vai ou não para escolinha, e sim o que é melhor para o bebê e para mãe, que passa essas 24 horas do dia com a cria, que precisa se sentir bem fisicamente e psicologicamente para cuidar do filho, pois sabemos que maternidade é maravilhosa, mas também extremamente exaustiva, e que umas horinhas para cuidar da casa e da si mesma, faz toda diferença na qualidade de dedicação que se tem para dar ao filhote.

    Única coisa que não acho legal, é escolinha antes de 1 aninho, só em caso de não ter opção, mesmo para mães que trabalham fora, acho que sempre é melhor ter alguém para cuidar da cria em casa, ou deixar com a vó, mas depois de 1 ano… avó só estraga, a pessoa que cuida perde a paciência pq o bebê já tem vontades próprias, e lá na escolinha, são todos “estudados/formados” para atender todas as necessidades da criança, e ela vai gastar toda energia que não pode ou não consegue gastar em casa.

    Enfim… é uma escolha mto pessoal, mas que faz toda diferença nas 24 horas da vida do seu filho.

    1. Concordo com você em parte amiga. Primeiro que em momento algum eu disse que a mãe que opta por colocar o filho na escola é pior ou melhor do que a não fez essa escolha.
      Concordo quando você diz que tem que ter qualidade esse ficar 24h. É verdade. Não adianta nada a mãe querer ficar com o filho tempo integral se não tem paciência ou se fica demasiadamente cansada.
      Cada pessoa tem um jeito de ser e de se relacionar com suas dificuldades.
      No meu caso por exemplo: Curto muito ficar com o Arthur o tempo todo e esse tempo todo e faço várias coisas com ele, semelhantes até o que ele faria se estivesse numa escola, a diferença é que por enquanto não há outras crianças no ambiente e a “professora” sou eu. Natália (primeira filha) foi para escola aos 4 anos e já conhecia as letras e muito mais, tanto que pulou de série, mas isso é assunto para outro post.

      Não adianta de nada mesmo ficar com a criança só por ficar. Se não curtir muito esses momentos é melhor fazer outra escolha.
      Eu escolhi ter ele e escolhi ficar com ele, eu quis assim e não acho que me atrapalha em nada, não me estressa também. Ao contrário, ele me deixa muito bem… Agora, seu eu precisasse mesmo de um tempo, como no caso de uma amiga que está grávida e tem mil coisas para fazer eu optaria por uma escolinha. Quando eu postei esse texto aqui, momento algum foi para apontar o certo ou errado. Cada um sabe o que precisa para viver bem e feliz com seus filhos. Eu vivo feliz assim e me sinto mais tranquila e confortável com meu garotinho sempre junto…Eu tenho tempo e muita paciência também… Sempre fui assim e agora com esse bebê “temporão” tenho muito mais paciência ainda rss…

      Muito obrigada por deixar aqui sua opinião. A ideia é essa mesmo. Cada um expõe seu ponto de vista e quem lê tira sua própria conclusão.

      Beijoss

    2. Flavi amiga, ah, meu comentário foi referente ao post, seu comentário pessoal e de todas as repostas, não quis dizer que vc disse isso ou aquilo, apenas analisei a situação e escrevi, vc me conhece. 🙂

    3. Só acho que ficar ou não com a criança em casa, afinal, com 2 anos já não se tem mais um bebê em casa, torne a mãe melhor ou pior, ou seja melhor ou pior para a própria criança, tudo depende do tempo que mãe e filho passam juntos, e acho sim que escolinha faz bem, independente de ter a melhor mnae do mundo, mais dedicada de todas. Outra coisa, uma mãe que trabalha tempo integral fora, chega em casa cansada e mesmo assim, ainda faz questão de ficar com seu pimpolho nas horinhas que lhe restam antes dele dormir, mtas vezes faz melhor uso das suas 24 horas do que uma mãe que fica em casa o tempo todo com o filho.

      Não estou falando de você Flavita, como você, estou falando de modo geral.

  7. É isso mesmo Lele. Finalizando, a melhor mãe do mundo é aquela que ama. Eu acredito que somos a maioria, pelo menos quero acreditar nisso. E uma mãe que ama seu filho, toma toda e qualquer decisão pensando em acertar, escolhendo o melhor para a família. Isso vale mais que tudo na vida.
    Isso é o que importa.

  8. Amiga, o Google cancelou a janelinha de seguidores dos blogs que não estão na plataforma do blogger e eu tô nessa! É por isso que talvez vc não venha recebendo minhas atualizações. Então, acrescentei alguns itens de interatividade caso vc tenha interesse em continuar recebendo as novidades do blog. Quando puder, dá uma passadinha lá para dar uma olhada! bjo
    Ich, Hausfrau
    http://www.ich-hausfrau.com.br

  9. O texto é de 2012 e na minha opinião existem alguns equívocos propostos pela autora.
    Quando ela diz sobre as o que nos lembramos aos 4 anos…. vou dizer o que eu me lembro minha mãe sempre estressada … me punindo por A, B, ou C. Por ser uma criança super agitada e sempre louca para brincar com os meus amigos. A minha mãe não sorria, não brincava e só me batia. Então, em vez de me deixar num ambiente doente, que era o qual eu vivia … me deixasse então na escola…pelo amor de Deus… assim eu viveria outra realidade. Eu e ela ficaríamos felizes, certo?
    Então não existem verdades absolutas. Guardamos aprendizados sim. Nosso cérebro foi criado neurologicamente para receber respostas, justamente pelo fato do cérebro ser formatado para aprender. Não acredito em extremos …o ensino tradicional, conteudista é um castigo para uma criança sofrendo uma hiperestimulação quando entra na fase de alfabetização. Assim como não acredito no ensino Waldorf em que é proibido falar na escola em alfabetização antes do 7 anos de idade, existindo aí uma hipoestimulação.
    Enfim, a criança se sentir impotente ao estar com crianças da mesma idade e longe da mãe nem sempre pode ser visto como algo negativo. Não sabemos o lar em que essa criança está sendo nutrida. Enfim…sem extremos…sempre o caminho do meio.

    1. Concordo com você! O texto é como é, por pairar apenas na marternidade bonita e perfeita. Uma mãe amorosa, que se dedica aos filhos e tem dos filhos amor e admiração, encaixa no texto da autora. Confesso que eu mesma ao ler esse texto, só consegui imaginar mães amorosas e dedicadas, não pensei nas mães estressadas e com problemas. Boa observação. Beijos

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