NÃO ao livro Tapa na Bunda, de Denise Dias pela editora Matrix!

Esse é o livro mais absurdo que já vi sobre “educação” acho que o termo certo é “deseducação”!

Abaixo IG entrevista a autora do livro:

“As crianças estão precisando de tapa na bunda”, diz terapeuta infantil

Para Denise Dias, que lança livro favorável à adoção de formas físicas de punição, falta de limites cria “geração de delinquentes”

Com mais de dez anos atendendo crianças e adolescentes, inclusive em instituições dos Estados Unidos, Denise, no entanto, não vê problemas na adoção da palmadas educativas. “As crianças estão precisando de tapa na bunda”, diz a terapeuta. Ela vê a carência na imposição de limites às crianças como um dos principais problemas da geração atual: “virou uma bagunça tão grande que hoje nós temos uma geração de delinquentes adolescentes”. Confira a entrevista que ela concedeu ao Delas.


iG: Qual a ideia central do livro?

Denise Dias: Eu vejo que as palmadas que os pais dão nos filhos, de vez em quando, não têm mal nenhum. “Monstrualizaram” a educação doméstica. Não se pode mais falar em tapa ou em castigo. Não se pode mais falar que os pais mandam nos filhos. Virou uma bagunça tão grande que hoje nós temos uma geração de delinquentes adolescentes. Podemos até falar que é uma geração drogada e prostituída também. A quantidade de jovens usuários de drogas só cresce ano após ano, isso não é falta de informação, é falta de limite. O que é, muitas vezes, imposto com um tapa na bunda.


iG: Qual a diferença entre palmada e agressão?

Denise Dias: Não existe um “tapômetro” para mensurar isso quantitativamente. No Reino Unido, quando um pai é julgado (por algum tipo de agressão ao filho), eles observam se foi deixada alguma marca na criança. Esta seria uma forma mais palpável de medir.


iG: Um capítulo do seu livro fala sobre “criar monstros”. Você pode explicar essa ideia?

Denise Dias: Em uma escada de hierarquia, onde ficam os pais? No topo. Onde ficam os filhos? Lá embaixo. Os pais possuem autoridade indiscutível perante os filhos. Para uma criança crescer saudavelmente, ela precisa de um adulto seguro que diga o que pode e o que não pode ser feito. Hoje em dia, ao invés de colocar limites, eles (os pais) estão filosofando excessivamente com as crianças. Costumo dizer que os pais ficam com “teses de doutorado”, explicando demais para uma criança de quatro, cinco anos de idade cujo cérebro não está formado adequadamente para formar abstração, formar filosofia. Por isso que um pai que mora no décimo andar não tenta explicar para a criança que ela pode cair da varanda. O que ele faz? Coloca rede em todas as janelas. É só uma criança, ela paga para ver.


iG: Você acha que a palmada é a melhor forma de exercer autoridade?

Denise Dias: Não. Acho que é uma das alternativas e, muitas vezes, é o que resolve. Tem crianças que nunca precisam levar uma palmada, a mãe olha e ela já obedece. Tem criança, no entanto, que faz alguma coisa errada e, por mais que a mãe coloque-a de castigo e tire privilégios, continua mexendo onde não deve mexer. O que adianta? O que ela está pedindo? Tapa na bunda. As crianças estão precisando de tapa na bunda. 


iG: Não existem outras formas de exercer a autoridade, como saber dizer “não”?

Denise Dias: Com certeza. Isso eu abordo com clareza no meu livro. O tapa na bunda é um último recurso, mas muitas vezes ele é necessário.


iG: Como saber quando ele é necessário?
Denise Dias: Quando você já chamou a atenção da criança, já tentou fazê-la parar de fazer o que não deveria estar fazendo, já tentou colocar de castigo e mesmo assim ela continua. O que essa criança está pedindo? Limites. Tem criança para as quais basta dizer algo como “vai ficar sem o cinema hoje”, que ela aprende. Ela não gosta daquilo, então se comportará, em uma próxima vez, para que não aconteça de novo. Mas existem crianças que testam incansavelmente os pais. São esses adolescentes que crescem e queimam um índio, atropelam skatistas…


iG: Bater nas crianças não pode ser considerado um pouco primitivo?

Denise Dias: De forma alguma. Uma coisa é a palmada, depois que já tiveram vários outros tipos de punições que não deram certo. Outra coisa é um pai que chega estressado do trabalho, a criança faz algo como derrubar suco na mesa, por exemplo, e o pai, na sua ignorância, lasca um tabefe na criança. São situações muito diferentes.

iG: Qual a sua opinião sobre o projeto de lei que visa proibir a palmada?

Denise Dias: Eu sou contra. Ele não é necessário. O Estatuto da Criança e do Adolescente já protege contra a violência. Vamos definir “violência”. A criança brasileira está prostituída na rua, está na cracolândia… A criança brasileira está chegando ao quinto ano do ensino público sem saber fazer uma conta de subtração. Isso é violência. Agora o congresso quer criminalizar uma palmada que um filho que olha para o pai e fala “cala a boca, seu idiota” toma? O pai que não coloca limites no filho está criando um monstro.


iG: O que levou você a escrever este livro agora, na contramão de diversos estudos e correntes pedagógicas que pregam justamente o fim das palmadas?

Denise Dias: Para dizer a verdade, no meu convívio profissional o que eu mais conheço, graças a Deus, são profissionais a favor de umas palminhas para educar. Eu vinha escrevendo o livro desde 2009. Quando deu o boom sobre o assunto, por conta do projeto de lei, comecei a correr para terminar o livro.



Mães!


Espero que todas vocês possam fazer o mesmo.

Envie um e-mail falando de sua indignação!

TAPA NA BUNDA NÃO! 

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“Jamais imaginaria que uma editora teria descompromisso social e ético suficiente para publicar um livro como o “Tapa na bunda” , assinado pela ( ao que parece) terapeuta infantil Denise Dias . Nem entrarei na discussão sobre a diferença entre bater e educar porque seria primário demais , e não é meu objetivo tocar no ponto da competência (ou incompetência) de pais e mães na formação dos seus filhos. Apenas gostaria de expor minha indignação com essa editora que , em tempos de luta pela paz e respeito ao próximo , publica um livro que fomenta a violência doméstica contra crianças como forma de impor uma hierarquia domiciliar humilhante , no estilo “manda quem pode, obedece quem tem juízo” Se acham que estou equivocada em nomear a famosa “palmadinha” como violência, experimentem colocar o mesmo ato em outro contexto! Que tal “Tapa na vovó”? Dando dicas de como ensinar uma idosa a não fazer xixi na cama ou derrubar a comida no chão através de palmadas, dessas que não deixam marca no corpo . Ou “Tapa na esposa” ? Sobre como educar sua esposa para ser uma mulher obediente e que respeite a hierarquia doméstica através de inocentes tapinhas que não fazem mal a ninguém . E o “Tapa na doméstica” , “Tapa no porteiro” , “Tapa no vizinho” , “Tapa no deficiente físico” ..ou ( e porque não?) “Tapa na terapeuta” ?? seriam ou não considerados atos de violência ? Tenho certeza que responderam que sim ! Afinal, um tapa num adulto não é palmadinha , é agressão , e isso não de faz , correto ? Lançar um livro com esse conteúdo seria mais do que um retrocesso, seria quase um ato criminoso. Será que pensaram nisso antes de publicarem um livro que apóia essa mesma violência, mas contra crianças? Elas ao menos entendem que tem direito a um tratamento digno e respeitoso, crianças não tem a quem recorrer, não pedem ajuda, muitas vezes sequer sabem falar ainda e essa publicação incita a violência praticada pelos próprios pais dentro de suas residências! Será que poderiam me dar um exemplo de covardia maior do que essa? Tapa é Tapa ! Não importa em quem está sendo dado, um tapa é sempre um tapa ! Um tapa dói , machuca, humilha , desrespeita , afronta ,ofende, assusta , ameaça , fere a dignidade , o corpo e a alma . Quem apanha não esquece, não faz a menor diferença se deixou ou não marcas dos dedos na sua pele (argumento usado pela autora para diferenciar um “tapa” de uma “agressão”). Sinceramente não posso esperar um entendimento disso por parte da autora, pois a mesma provavelmente não passa de uma pseudo-profissional que , afundada na sua pequenez, parece acreditar que os presídios brasileiros estão lotados de delinqüentes , marginais e estupradores por falta de “tapa na bunda” na infância . Suas idéias demonstram seu minúsculo ( ou ausente) entendimento sobre educação e psicologia infantil, cidadania, respeito ao próximo ou convivo social. A “obra prima” dela poderia muito bem ter morrido no seu computador pessoal após bater na porta de todas as editoras do país em busca de alguma sem critérios éticos que topasse publicar tamanha atrocidade . Mas eis que surge no caminho dela ( e no nosso ..) a Editora Matrix ! Que sem o mínimo de bom censo dá publicidade às idéias medievais da ( dita) terapeuta, prestando o imenso desserviço à luta pelos direitos das crianças e adolescentes, à evolução das relações interpessoais entre pais e filhos, e conseqüentemente, na formação de cidadãos emocionalmente equilibrados e capazes de viver em sociedade de forma saudável. E é por esse descompromisso com a moral que venho aqui expressar minha indignação e repudio a essa editora, esperando do fundo do coração que essa seja a última obra estúpida carimbada com a sua logomarca. ” 


Por Mariangela Andrade Reis , mãe e cidadão indignada .

Não vou dizer nada, ela já disse tudo!