Não é gripe, é SINUSITE

No sábado a noite, dia 12 de outubro, levamos o Arthur para comprar seu presente do dia das crianças e em seguida fomos jantar em um restaurante aqui perto. Chegamos e ele aparentemente parecia muito bem, brincou com o novo brinquedo, se divertiu e mais tarde demonstrou sinal de cansaço, o que era normal. Tomou banho e deitou com o pai na cama e eu fui preparar a mamadeira dele. Ao voltar percebi que ele estava com febre  e ao medir a febre era de 38.5º… Como assim? Do nada? Pois até ali, não havia sinal se quer de resfriado.

Fomos ao hospital e como não havia sintoma algum de qualquer doença colheram material para exame de sangue e urina e nos mandaram para casa. No dia seguinte ele tinha febre e muito congestionado e um pouco de tosse, voltamos e os exames que foram feitos estavam normais. A pediatra examinou novamente e disse que era quadro de sinusite e receitou antibiótico.

Com febre, fazendo inalação…

 

Quando ele começou a ter febre alta pensei que pudesse ser garganta e no dia seguinte com tosse e catarro e nada na garganta pensei que sim, era uma gripe, mas não é nada disso, é sinusite.

A sinusite infantil apresenta sintomas clínicos comuns aos adultos, uma vez que, em ambos os casos, a patologia é a mesma.

Sabendo que sinusite (ou rinossinusite) segundo Weckx e Sakano, é uma inflamação da mucosa que reveste a cavidade nasal e os seios paranasais, é possível compreender, em caso de sinusite infantil, os sintomas principais: obstrução nasal, gotejamento nasal, dor facial e cefaléia, pois trata-se uma inflamação em região de passagem de ar e drenagem de secreções.

Como a mucosa nasal tem continuidade com a das cavidades paranasais (SIH e BRICKS, 2008), uma inflação na mucosa do nariz (rinite) facilmente estimula inflação nas cavidades paranasais (sinusite). Daí o nome mais comum, a rinossinusite.

Pessoas com rinite freqüentemente apresentam diminuição da qualidade de vida, ocasionada por distúrbios do sono, fadiga, irritabilidade, sonolência diurna e déficits de memória

Por sua vez, com base na Posição Européia sobre Rinossinusite e Pólipos Nasais (EPOS, 2007), Sousa (2011) é possível destacar, de forma mais detalhada, os sintomas da sinusite:

Sinusite Infantil – Sintomas

Sempre Presentes:

* Congestão – nasal ;

* Gotejamento nasal:

– anterior (rinorréia ou nariz escorrendo);

– posterior (drenagem de secreções via parte posterior das cavidades nasais, em direção à faringe, causando a sensação de líquido escorrendo na garganta);

Presentes ou não:

* Dor facial;

* Cefaleia;

* Redução do olfato;

* Secreção nasal amarelada purulenta, com odor forte;

* Halitose (mal hálito);

* Distúrbios do sono;

* Fadiga;

* Irritabilidade.

Hoje ele está ótimo! Brincando e aprontando todas e segue tomando o antibiótico.

voltando a ser o que sempre foi, um garoto da ” pá virada” rss…

Beijos nossos

Referências

EPOS 2007 – EUROPEAN POSITION PAPER ON RHINOSINUSITIS AND NASAL POLYPS 2007.Rhinology. Supplement 20. 2007. oct, 16. Disponível em: . Acesso em 20 jan. 2012

WECKX, L. L. M.; SAKANO, E. Antibioticos em otorrinolaringologia pediátrica. In. FREIRE, L. M. S. (coord.) Guia Prático para Manejo no Ambulatório, na Emergência e na Enfermaria. Sociedade Brasileira de Pediatria. Disponível em: . Acesso em: 20 jan. 2012.

SIH, T.M.; BRICKS, L. F. Otimizando o diagnóstico para o tratamento adequado das principais infecções agudas em otorrinopediatria: tonsilite, sinusite e otite média. Revista Brasileira de Otorrinolaringologia. 2008, vol.74, n.5, pp. 755-762.

Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/rboto/v74n5/v74n5a18.pdf.

SOUSA, C. A.; CESAR, C. L. G.; BARROS, M. B. A.; CARANDINA, L.; GOLBAUM, M.; PEREIRA, J. C. R. Doenças respiratórias e fatores associados: estudo de base populacional em São Paulo, 2008-2009. Rev. Saúde Pública, vol.46, n.1, pp. 16-25. Epub Dec 13, 2011.

Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/rsp/v46n1/2639.pdf.

Fonte: PORTAL EDUCAÇÃO –
http://www.portaleducacao.com.br/medicina/artigos/10656/sinusite-infantil-sintomas#ixzz3qxB8Elq4