Zika é detectado em duas grávidas que esperam bebês com microcefalia

Zika é detectado em duas grávidas que esperam bebês com microcefalia

Bebês com microcefalia, em geral, têm o perímero cefálico igual o inferior a 33 centímetros, o que pode levar a problemas neurológicos e motores 
“Prezados,
Sou infectologista da Secretaria de Saúde do Espírito Santo, Núcleo Especial de Vigilância Epidemiológica, Grupo de Trabalho de Dengue, Chikungunya e Zika.
Venho através deste email solicitar AMPLA DISSEMINAÇÃO desta informação seja por email, por Facebook, por Whatsapp.
O Brasil está diante de uma gravíssima situação, a meu ver com seqüelas sem precedentes para a sociedade como um todo.
Trata-se de mais uma gravíssima doença causada pelo Aedes aegypti
O Zika virus, introduzido recentemente no país por ocasião da Copa do Mundo de 2014, está disseminado por todo o território brasileiro, e já temos casos confirmados em Vitória e Vila Velha, com inúmeros outros suspeitos, e certamente diversos outros municípios foram acometidos e somente ainda não foram confirmados.
A doença na sua fase aguda é muito semelhante à infecção pelo vírus da Dengue, com manchas na pele que causam coceira, febre baixa, conjuntivite (sem presença de secreção nos olhos), dores nas articulações e nos músculos e cefaléia.
Inicialmente era tida como uma “dengue leve”. No entanto, estudos em epidemias prévias demonstrou um aumento de 20 vezes na incidência da Síndrome de Guillain Barré, uma doença neurológica gravíssima que, por si só, já seria suficiente para ligarmos todos os alertas.
Infelizmente esta infecção se mostra muito mais grave do que se poderia imaginar. O Brasil é um dos primeiros países a notificar grande número de casos e o Nordeste brasileiro tem registrado a partir de outubro de 2015 um aumento SEM PRECEDENTES no nascimento de crianças com microcefalia – uma condição gravíssima com seqüelas no desenvolvimento neuropsicomotor dos bebês afetados.
Para piorar a situação, a infecção aguda pelo Zika virus só é sintomática em 20% dos casos, 80% são assintomáticos e passam despercebidos, mas não estão isentos das graves seqüelas nos bebês.
Para se ter uma idéia, a média de bebês que nasciam em Pernambuco com esta condição era de 7 a 10 por ano. Neste ano, sobretudo a partir de outubro, já se contabilizam 268 casos.
Não foi coincidência a epidemia ter ocorrido cerca de 9 meses antes do nascimento desses bebês. Só faltava a prova material, mas agora já se dispõe da mesma, pois se detectou o vírus no líquido amniótico de duas grávidas de bebês com microcefalia detectada à ultrassonografia em Campina Grande, na Paraíba.

— Na manhã de hoje, foi confirmada a identificação do zika em líquido amniótico colhido de duas gestantes da Paraíba que tiveram a constatação, por ultrassom, de que a criança tem microcefalia. Os exames foram realizados pela Fundação Oswaldo Cruz, por três técnicas diferentes. E todas elas confirmaram a existência do zika, o que garante a confiança do diagnóstico. Uma dessas técnicas foi o sequenciamento de parte do material genético das gestantes — disse ele, durante coletiva de imprensa para divulgação do boletim sobre o surto de microcefalia. — O exame do líquido amniótico não é rotineiro durante a gestação, e não deve se tornar rotineiro, porque é invasivo. Não deve se tornar um método de investigação, e sim deve ser usado apenas quando houver suspeita da existência do vírus por parte da equipe médica.

De acordo com Maierovitch, essa descoberta torna “altamente provável” que a causa para o surto de microcefalia seja o vírus zika.

— Isso (a comprovação do vírus em duas grávidas) fecha o diagnóstico da correlação entre a infecção de zika e a microcefalia? O que a gente pode responder até agora é: quase. É altamente provável a correlação entre as duas coisas. Dificilmente será uma coincidência, mas estamos sendo cautelosos em relação a isso. A situação é toda nova. Nós não temos literatura médica sobre isso em qualquer lugar do mundo. Os cientistas devem nos ajudar a verificar essa relação de causa e efeito — observou ele. (Jornal Globo)

Zika é detectado em duas grávidas que esperam bebês com microcefalia
PEÇO, POR FAVOR, que disseminem AMPLAMENTE esta informação.
DEVE-SE ALERTAR TODAS AS MULHERES GRÁVIDAS PARA QUE SE PROTEJAM DE TODAS AS FORMAS DE MOSQUITOS, COM USO DE TELAS PROTETORAS, ROUPAS COMPRIDAS E USO DE REPELENTES QUE SEUS MÉDICOS SABERÃO INDICAR OS MAIS ADEQUADOS PARA GRÁVIDAS.
O combate ao mosquito é, MAIS QUE NUNCA, uma obrigação de cada um da sociedade capixaba e brasileira.
TODO cidadão deve verificar sua residência em busca de focos do mosquito. Água parada é sinônimo de multiplicação do mosquito e de disseminação dos vírus da Dengue, Chikungunya e Zika. O fumacê não tem qualquer resultado pois só consegue combater a forma alada do inseto. O principal é acabar de uma vez por todas com os criadouros do mosquito.
Se a Dengue e a Chikungunya já eram motivos suficientes para CADA UM OLHAR SUA CASA, agora o Zika se tornou uma emergência de saúde pública!
Não julgue que sua casa não tem foco se você ainda não verificou!!! Faça HOJE MESMO ESTA CHECAGEM e mantenha a vigilância pelo menos 1 vez por semana. Peça a parentes, amigos e vizinhos fazerem o mesmo.
SÓ ASSIM CONSEGUIREMOS EVITAR UMA TRAGÉDIA IMINENTE.
Atenciosamente
Tálib Moysés Moussallem – médico infectologista
OBS: por motivos éticos não posso mandar as tristes fotos que temos recebido diariamente dos nossos colegas que vivenciam esta triste situação no Nordeste. No entanto, em pequisa no Google pode-se verificar fotos públicas do que é a microcefalia, como as que envio em anexo.

O COMBATE AO Aedes É UMA OBRIGAÇÃO DE TODOS, MAIS QUE NUNCA!!!!!

Gravidez, vírus zika e microcefalia: tire suas dúvidas

Por Revista Crescer

Grávidas e tentantes talvez sejam o grupo mais alarmado pelo aumento de infectados pelo vírus zika, no Nordeste, e a relação entre ele e casos de microcefalia em bebês. Os últimos números, divulgados nesta terça (24) pelo Ministério da Saúde, mostram que há 739 casos suspeitos de microcefalia no país, distribuídos em 160 cidades, e a principal suspeita é que o vírus zika esteja por trás disso.

Por enquanto, o estado de Pernambuco é o que registra o maior número de casos, 268, mas em outros 17 estados (Roraima, Pará, Amazonas, Rondônia, Tocantins, Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito Santo, Mato Grosso e Paraná) também tiveram confirmação laboratorial da presença do vírus.

Para ajudar você, conversamos com especialistas para elaborar um tira-dúvidas sobre o assunto. Confira:

O que é microcefalia e como é feito o dignóstico? 
Por definição, o que se chama de microcefalia é quando a cabeça tem um tamanho menor do que o esperado para a idade do bebê. Além dessa redução, a microcefalia pode também estar associada a outras características, como uma fronte mais achatada e excesso de pele na nuca.

Quando é detectado, por meio do ultrassom, que a medida da cabeça do bebê não corresponde à idade gestacional, tem início toda uma investigação complementar para identificar a causa, com exames como ultrassonografia, tomografia computadorizada e ressonância magnética, por meio dos quais é possível ver se há alterações inflamatórias, nos tecidos cerebrais ou hemorragias.

E o que pode causar a microcefalia?
A diminuição do tamanho da cabeça está diretamente relacionada a uma redução do tamanho do cérebro. Isso pode acontecer tanto por causa de uma má-formação proveniente de uma alteração genética ou por interferências no desenvolvimento cerebral, seja de substância tóxicas, seja de infecções. Vírus, como o da toxoplasmose, da herpes e também o  citomegalovírus, podem levar a esses ruídos do desenvolvimento cerebral, tendo a microcefalia como consequência. Talvez, o zika também possa.

Quais são as consequências da microcefalia? Depois do diagnóstico, alguma coisa pode ser feita?
Essa diminuição do cérebro pode ter como resultado uma série de deficiências neurológicas, tanto cognitivas, como motoras. Cerca de 90% dos casos estão associados com retardo mental. A má notícia é que não é possível reverter a microcefalia. “Como ela é consequência de uma alteração no desenvolvimento cerebral, quando você identifica a microcefalia é porque o dano já aconteceu”, explica a obstetra Ana Elisa Baiõa, gerente da  Área de Atenção Clínico-Cirúrgica à Gestante do Instituto Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz), do Rio de Janeiro (RJ).

Por que o vírus zika teria relação com a microcefalia e o desenvolvimento do cérebro?
Lembra que algumas coisas podem interferir no desenvolvimento cerebral, entre elas as infecções? Pois é aí que o vírus da zika entra. “Até o momento não existe uma prova científica sólida de que haja uma relação causal. Existe uma suspeita, mas não uma prova real”, explica Ana Elisa. Ou seja, por enquanto, o zika é apontado como a causa mais provável da microcefalia, mas ainda não há confirmação.

Quais são os sintomas da zika?
Eles são parecidos com os da dengue, mas geralmente se apresentam de forma mais branda. A pessoa afetada pode apresentar ou não: febre, dores nas articulações, manchas vermelhas pelo corpo, coceira e olhos vermelhos. Esses sintomas podem desaparecer em um prazo de 3 a 7 dias. Vale lembrar que a doença se manifesta da mesma forma tanto para mulheres grávidas quanto para não grávidas. Outro ponto importante é que é possível contrair o vírus e não apresentar nenhum sintoma.

Em exames realizados com grávidas cujos bebês foram diagnosticados com microcefalia, o vírus não estava presente no sangue: ele foi encontrado apenas no líquido amniótico. Isso pode sinalizar duas coisas: a primeira é que, assim como acontece com outros vírus, o zika pode ser destruído pelo organismo. A segunda sugere que o vírus pode, sim, afetar diretamente os bebê ainda dentro do útero. “Ao contrário do que acontece com o vírus da dengue, o zika consegue passar pela barreira placentária, que é formada por vasos da mãe e do bebê”, explica o infectologista Jean Gorinchteyn, do Emílio Ribas (SP). Ou seja, apesar de os sintomas da zika serem mais brandos que os da dengue, ele pode afetar mais diretamente o bebê. “Na mulher grávida, a dengue provoca alterações na mãe, mas não atua diretamente no filho – tanto é que mães com dengue podem continuar amamentando”, completa o infectologista.

Como acontece essa transmissão?
A transmissão do zika se dá através da picada do mosquito Aedes aegypti, da mesma forma que acontece com a dengue. O problema é que o vírus da zika nunca se propagou em um país tão populoso como o Brasil. Os casos endêmicos estavam concentrados em lugares mais isolados na África e no sudeste da Ásia, e os especialistas acreditam que o vírus pode ter chegado por aqui durante a Copa do Mundo.

Zika é detectado em duas grávidas

Se uma pessoa infectada com zika for picada pelo mosquito, este passará a transmitir a doença para as próximas pessoas que picar. É por isso que existe chance de a doença se espalhar por outras regiões do Brasil.

Como as grávidas podem se proteger?
Ainda não há vacina contra o zica. Mulheres grávidas e não grávidas podem se proteger do mosquito da mesma forma: utilizando roupas para proteger a pele, evitando a picada e aplicando repelente nas áreas que ficam expostas. Roupas claras ofuscam a presença do mosquito, por brilharem muito, e favorecem a visualização do inseto. Ao que tudo indica, a melhor saída até agora é combater os focos do mosquito.

Que tipos de repelentes as grávidas podem usar? 
Repelentes que contêm DEET (dietiltoluamida), com concentração entre 10% e 50%, podem ser utilizados por grávidas. Já as crianças de 6 meses a 12 anos não devem usar repelentes com concentração de DEET superior a 10%. Os que contêm ircaridina também estão liberados para gestantes e para bebês acima de 2 anos. Também há opções de repelentes naturais, como a citronela e a andiroba, que não têm contraindicações, mas não possuem eficácia comprovada.

E as mulheres que estão tentando engravidar… é melhor desistir dos planos por enquanto?
“As mulheres que vivem em áreas endêmicas devem hesitar em engravidar nesse momento até que as medidas sejam tomadas no sentido de reduzir o número de mosquitos. Já as mulheres grávidas nessas áreas devem tomar as providências para se protegerem ao máximo da picada do mosquito”, recomenda Gorinchteyn. Por cautela, pelo menos por enquanto, também é melhor que as grávidas que estejam com passagens marcadas para áreas endêmicas desmarquem a viagem.