Divagando

Comportamento humano me instiga. E essa busca, essa vontade de enxergar o outro, na tentativa de conhecer e compreender a roda da vida faz com que me perco e me distraio, diante de um farol vermelho ou num trânsito tipicamente paulistano. Perco-me nos pensamentos, imagino que peso curvou o ombro daquela silhueta que vejo pela janela. Isso eu jamais vou saber… Resta-me então apenas a imaginação, e ter a certeza que nunca vou tocar a realidade do outro. Mas sei que no meu intimo a realidade pouco importa. A beleza é a simplicidade, sem confirmação, bastando apenas que eu estenda-me e abra-me ao outro, de forma sincera. Seja seu mundo real ou aquele que imaginei pra si, pouco importa. Estender as mãos é o que verdadeiramente importa. Ela pende, singela e desafiante. Sem exigências e alerta, até o próximo farol. .
