Hiperêmese Gravídica, o que é isso?

Entenda a hiperêmese gravídica

Recentemente uma mãe que acompanha nosso blog através do Instagram, pediu que falássemos sobre hiperêmese gravídica, algo que ela esta passou nos primeiros meses de gravidez, achei o nome estranho, e logo fui saber sobre o assunto.
E foi uma surpresa, pois com base nos sintomas “eu tive” hiperêmese gravídica na gravidez dos gêmeos e não o aumento do meu refluxo como disse ginecologista obstetra, mesmo usando medicamentos para o refluxo, não obtive êxito e melhora nos sintomas, nada parava no estômago. Isso me acompanhou a gravidez inteira, engordei apenas 8 kg, por conta dos enjôos freqüentes, foi o único sintoma de negativo que tive durante a gravidez.

A hiperêmese gravídica tornou-se mais noticiada depois de levar ao hospital, em Londres, em dezembro, a duquesa de Cambridge, Kate Middleton, com náuseas que não deixavam nada parar no estômago e a cantora Ivete Sangalo chegou a perder um bebê em 2008 pelo mesmo motivo. A doença é rara, mas quando diagnosticada, exige internação e acompanhamento de perto. Mais de 55% das mulheres que engravidam têm hiperêmese gravídica, caracterizada pelas crises de vômito no início da gestação, entre a quarta e a sexta semana. Elas ficam mais intensas da oitava até a 12ª semana e cessam no começo do quarto mês. De acordo com a literatura médica, o mal-estar é mais frequente nas ocidentais do que nas orientais e nas africanas, mas a razão dessa maior incidência é desconhecida. Mas o que se esconde por trás desse nome difícil?

Define-se a hiperêmese pela presença de vômitos persistentes associados à perda de peso acima de 5% da massa corporal anterior à gravidez, além do acúmulo de corpos cetônicos na urina (cetonuria), resultado da metabolização de gorduras para a obtenção de energia. Geralmente, ocorre no primeiro trimestre de gravidez.
Especialistas dizem que a condição não é comum, acontece somente em 0,3% dos casos. Em outras palavras, apenas três grávidas em mil passam pelo incômodo, que inclui sintomas bastante desconfortáveis para a mulher. Basicamente, são vômitos incoercíveis com perda de peso acelerada e desidratação, chegando a quadros extremos de disfunção hepática ou renal. A diferença entre a hiperêmese gravídica e os quadros normais de enjôo na gravidez é a intensidade. No primeiro caso, a paciente acaba percebendo que a náusea ultrapassa os níveis normais e procura um médico. A situação é tão desagradável que muitas mulheres pensam duas vezes antes de engravidarem novamente. Algumas relutam em aceitar a idéia de gerar um segundo filho por temerem a repetição das mesmas condições.

A origem do problema, aliás, é desconhecida, mas existe uma tese mais aceita pelos médicos: Acredita-se que essa náusea severa é provocada por um aumento nos níveis hormonais. No entanto, a causa absoluta é ainda incerta. Estudos mais recentes têm colocado em evidência fatores genéticos. Filhas de mães que sofreram de hiperêmese gravídica desenvolvem a condição três vezes mais que as outras mulheres. Outro dado importante é o de que a doença pode surgir com mais freqüência durante a gestação de gêmeos.
Apesar de não haver um método de prevenção, existem diversas linhas de tratamento, que vão desde a orientação quanto a uma dieta mais adequada até a acupuntura, passando por psicoterapia, acupressão e massoterapia. Também é indicada a hidratação intravenosa ou a associação de remédios antieméticos, anti-histamínicos e antirrefluxo. Em último caso, indicamos a introdução de nutrição parenteral, ou seja, alimentação por outra via que não oral, geralmente pela veia.
Não há a necessidade de repouso integral, mas a gestação pode ser considerada de risco, já que há a possibilidade de desidratação grave. Se o problema for tratado a tempo, dificilmente haverá riscos para o feto e a mãe. Em geral, como a hiperêmese gravídica tende a melhorar na segunda metade da gestação, a tendência é de não haver conseqüências após a gravidez.

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