Não envolva seu filho em conflitos familiares e conjugais

Não envolva seu filho em conflitos familiares e conjugais – Alienação Parental

Quantos pais e responsáveis não se perguntam diariamente se oferecem o suficiente para os seus filhos? A única coisa que as crianças precisam é de amor, saber que são amadas, sem cobranças.

O instinto dos pais é sempre de proteger seus filhos. Porém essa ação protetora não pode subestimar que as crianças têm personalidade, estão se desenvolvendo, percebem e assimilam tudo o que se passa ao seu redor.

O ambiente de convívio familiar é um dos responsáveis na formação da criança, que deve receber, através desse ambiente, influências positivas, afetividade, bem-estar e equilíbrio.

Infelizmente, muitos pais ignoram os sentimentos das crianças diante de impasses de um casal. Poupá-los seria o correto. Instaurado o problema, normalmente nem se dão conta que os danos para a criança podem ser irreparáveis e que vão acompanhá-los desde a mais tenra infância até a vida adulta.

Para haver harmonia não é preciso que a criança more necessariamente com ambos os pais. Mas que estes priorizem a educação e formação do seu filho com conversas e acordos sem envolvê-los diretamente, sem discussões.

“Crianças não conseguem processar direito o que vivenciam. Assumem culpas que não possuem, fantasiam abandonos, se responsabilizam pela infelicidade dos pais e, pior do que tudo, se sentem desprotegidas em um lar briguento. Crescem e se tornam homens e mulheres paranoicos, inseguros, acovardados diante da vida.” (Martha Medeiros)

O que é a Síndrome de Alienação Parental

Quando os pais envolvem os filhos em seus conflitos, temos a Síndrome da Alienação Parental. Em que um dos dois utiliza a criança como instrumento de agressividade em detrimento do outro.

Os casos mais frequentes da Síndrome da Alienação Parental estão associados a situações onde a ruptura da vida conjugal gera, em um dos genitores, uma tendência vingativa muito grande. Quando este não consegue elaborar adequadamente o luto da separação, desencadeia um processo de destruição, vingança, desmoralização e descrédito do ex-cônjuge. Neste processo vingativo, o filho é utilizado como instrumento da agressividade direcionada ao parceiro. Isto é a síndrome de alienação parental: programar uma criança para que odeie o genitor.

Richard Gardner, responsável pelo termo Síndrome da Alienação Parental, descreve estágios que vão desde quando se observa que a criança apresenta dificuldades no momento da visita em que trocará de genitor, até quando os filhos já se encontram totalmente manipulados de maneira que demonstram pânico com a visita do genitor alienado.

 

Alienação Parental

O Alienamento Parental pode se dar de várias maneiras:

• desqualificando um dos pais;
• dificultando o contato de criança com um dos genitores;
• omitindo informações pessoais, escolares, médicas assim como mudança de endereço;
• realizando denúncia falsa;
• bajulando a criança oferecendo presentes.

Deve-se estar atento aos sinais das crianças. Elas tendem a demonstrar favorecimento a somente um dos pais em detrimento do outro, utilizam com frequência frases que não são suas e sim do pai alienante, afirmam com convicção que a decisão de rejeitar o pai é somente dela. Pode manifestar, também, insegurança, tristeza, isolamento, dificuldade escolar, desorganização mental, culpa e até dupla personalidade.

Proteja seu filho sim! Mas deixe-o caminhar, permita-o crescer.

Ame-o, permitindo que seja criança. Não roube sua infância, pois essa etapa é única, linda e determinante para toda a vida.

Não é prudente envolver uma criança em conflitos familiares e conjugais. Amar um filho está acima de todo e qualquer relacionamento fracassado. Por amor ao filho é preciso entender que pai nunca vai deixar de ser pai e mãe nunca vai deixar de ser mãe. Não existe ex-filho, pelo menos não para aqueles que amam de forma incondicional. Eu amo meus filhos acima de tudo e jamais os afastaria do pai. Eu faria tudo para que o pai fizesse parte da vida deles o máximo possível, de forma saudável e equilibrada. Mesmo se fosse aquele pai que não paga a pensão em dia, eu seria capaz de passar por cima até mesmo disso, pensando na felicidade dos meus filhos.

E você, o que pensa sobre isso?

Beijos

Flavia 😉

 

Lei da Alienação Parental !

A lei prevê medidas que vão desde o acompanhamento psicológico até a aplicação de multa, ou mesmo a perda da guarda da criança a pais que estiverem alienando os filhos. A Lei da Alienação Parental, 12.318 foi sancionada no dia 26 de agosto de 2010.

Leia na íntegra a LEI DA ALIENAÇÃO PARENTAL.