SUS: Falta anestesia ou empatia?
O paciente do SUS merece menos? Reflexões sobre desigualdade no atendimento
Na última sexta-feira, um post da médica Dra. Patrícia Fietz no Instagram gerou grande repercussão ao abordar um tema delicado: a desigualdade no atendimento entre pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) e da rede privada.
Em um carrossel de imagens, a médica escreveu:
“No SUS a gente não costuma anestesiar esse tipo de procedimento… E não porque falta anestésico. Mas porque, na cabeça de alguns profissionais, o paciente do SUS merece menos. Menos conforto. Menos cuidado. Menos anestesia.”
O texto segue apontando que essa desigualdade não se instala de um dia para o outro, mas é construída aos poucos, por meio de falas, condutas e escolhas diárias. A médica questiona:
“Será que estamos realmente oferecendo o mesmo nível de cuidado para todos? Será que o paciente do SUS recebe o mesmo respeito, atenção e empenho que o do setor privado?”
Na legenda, Dra. Patrícia destacou a intenção do post: provocar uma reflexão. E de fato, foi o que aconteceu. Nos comentários, profissionais de saúde e pacientes compartilharam experiências que ilustram diferentes realidades dentro do SUS.

Relatos divididos: dedicação ou descaso?
Entre os comentários, há quem defenda que os profissionais se esforçam para oferecer um atendimento digno, mesmo com recursos limitados. Uma usuária escreveu:
“Trabalhei no SUS durante 35 anos, e o que vi foram profissionais se desdobrando para dar o melhor aos pacientes. Se algo não era feito, era por falta de recursos, não por falta de vontade.”
Outra profissional relatou que sempre tratou seus pacientes igualmente, independentemente do tipo de atendimento:
“Eu já fui criticada por dar meu celular para mães de pacientes do SUS. Minha consulta sempre foi igual, fosse pelo SUS, plano de saúde ou particular.”
No entanto, outros depoimentos apontaram falhas graves no sistema, muitas vezes ligadas à postura dos profissionais:
“Eu sou enfermeira e via muita negligência e descaso no hospital onde trabalhava. Não só por parte dos médicos, mas também da enfermagem, nutrição e outros setores. Quando chegava alguém influente, o atendimento era outro.”
Uma paciente também compartilhou sua experiência dolorosa:
“Coloquei DIU pelo SUS e me disseram que não precisava de anestesia. Foi a pior dor que senti na vida. Quando refiz o procedimento pelo particular, com anestesia, o sofrimento foi 70% menor.”
SUS: falhas do sistema ou falhas humanas?
O debate suscitado pelo post da Dra. Patrícia expõe uma questão complexa. O SUS é um sistema amplo, essencial para milhões de brasileiros, mas enfrenta desafios estruturais e humanos.
Enquanto alguns apontam a escassez de recursos como o maior problema, outros acreditam que a postura de alguns profissionais influencia diretamente na qualidade do atendimento. Há ainda quem critique a falta de compromisso de parte dos pacientes, que desmarcam consultas, interrompem tratamentos e desvalorizam os serviços prestados.
No fim das contas, a reflexão proposta pela médica permanece: será que estamos normalizando desigualdades no atendimento de saúde?
E você, o que pensa sobre esse assunto? Já teve alguma experiência no SUS que ilustre essa discussão? Compartilhe nos comentários!
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Fonte: https://www.instagram.com/drapatriciafietz/
