Como sobreviver às birras – Criação com apego

Como sobreviver às birras

É fato que as crianças conseguem tirar a tranquilidade dos pais em qualquer local quando fazem birra. Mas como sobreviver às birras? Veja algumas dicas.

Embora ninguém goste, a birra é algo normal do desenvolvimento e ocorre nas idades de 1 a 3 anos. É claro que algumas crianças são extremamente birrentas, enquanto que outras não fazem birras. E você, sabe por que as birras ocorrem? Como nessa faixa etária os pequenos estão aprendendo a falar, podem se sentirem frustrados por não conseguir se expressar em palavras e acabam por ter acessos de raiva.

Como sobreviver às birras - Criação com apego

Como sobreviver às birras – Criação com apego

Raramente as crianças vão fazer birras após os cinco anos, sendo mais comum acontecer até o terceiro ano. Porém, sabemos que não é fácil driblar essas situações, principalmente quando acontecem em locais públicos. O olhar das pessoas ao redor e os comentários não ajudam em nada, então, siga nossas dicas de como sobreviver às birras:

Esqueça o castigo, as palmadas, os gritos e a imposição de limites aos seus filhos. Troque isso por mais beijos, abraços, diálogos e ‘construa regras’ dentro da sua casa junto com a criança. A chamada ‘criação ou educação com apego’ tem sido cada vez mais praticada por pais que são contra qualquer tipo de violência.

Sim, as crianças fazem birras – muitas vezes em público – o que acaba constrangendo nós, pais. Mas, esses ‘chiliques’ são culpa dos próprios pais, segundo a neurocientista e mãe de duas crianças, Andréia C.K. Mortensen, 40. “Não podemos esperar reações emocionais perfeitamente equilibradas de uma criança o tempo todo. Ela simplesmente não tem capacidade para isso”, comenta. Segundo ela, há alguns desencadeadores das ‘birras’ como necessidades físicas não atendidas (cansaço, sono, tédio, fome), angústia e outros fatores psicológicos, como estar em um ambiente super-estimulante, como um shopping lotado, ou até mesmo o estresse dos pais diante de uma situação.
Segundo ela, não existe uma fórmula de como cessar a birra, pois não a controlamos, mas lidamos com elas. Para cada birra, é necessária uma atitude diferente, dependendo da sua causa.
“Por exemplo, se a criança bate em você, rapidamente e com a sensibilidade e experiência entenda o motivo de seu filho estar tentando chamar a sua atenção”, explica. Segundo Andréia, se ele está com sono, por exemplo, diga que vai ajudá-lo a dormir e explique que não pode bater. “Fale que nessa família ninguém bate ou grita. Pergunte se ele consegue fazer um carinho aqui e mostre o lugar que ele machucou. Mas, seja firme”. Segundo ela, dessa forma você reconheceu o sentimento dela e direcionou a criança para uma ação positiva e gentil. “Você pode falar ‘eu sei que você está bravo porque não vai ganhar esse brinquedo’, por exemplo. Isso não representa perda de autoridade, mas uma comunicação para a criança de que você a compreende”.

Se você não consegue controlar as birras do seu filho e isso está fugindo do controle, busque ajuda de um especialista. A terapia infantil poderá ajudar tanto as crianças quanto seus pais. É importante saber que tanto o SUS quanto o seu plano de saúde familiar oferecem acompanhamento psicológico e com ajuda de um profissional, você pode conseguir se ajudar e, principalmente, ajudar o seu filho nesse momento.

Imagem: www.shutterstock.com