Eu sou assim:

Respiro fundo, jogo uma água no rosto, encho o peito de coragem – se não tenho, finjo ter – e continuo.
Juro que eu queria muito, simplesmente acreditar. Assim como eu fazia quando tinha, sei lá, seis anos. Muitas vezes me esforço para acreditar que a vida faz sentido, que há lógica nas coisas loucas que acontecem, que é boa.
Acreditar que as coisas dão certo no final. Mas o mundo, que eu toco com as mãos, é muito, muito mais confuso do que isso.
As estradas? Tortas, muito mais.
Mil coisas, que vêm e vão. Não me engano! Nem sempre são aquelas que deveriam ir e vir.
Complicado não? A vida é boa, é sim. O mundo também é, às vezes. E eu sou feliz, mas sou complicada também, sou difícil de decifrar, de levar.
Caracas.
Porque foi mesmo que ao nascer não me deram um manual de instruções?
Hum! Já sei. Eu não ia mesmo ler e se lesse não seguiria nenhuma das instruções.
É, eu sou assim.