|

Shantal sofre violência obstétrica: “me xingou no trabalho de parto inteiro”

Last Updated on 12/12/2021′ by Flavia Miranda

Áudios da influenciadora Shantal Verdelho vazam na web e revelam denúncia de violência obstétrica com médico das famosas

Há muitos casos de mulheres que sofreram violência obstétrica no parto. Uma das vítimas desse tipo de abuso médico teria sido a influenciadora Shantal Verdelho que deu à luz Domênica, segunda filha com o marido Mateus Verdelho, em setembro.

Shantal sofre violência obstétrica
Imagem: Reprodução / Internet
Shantal sofre violência obstétrica
Imagem: Reprodução / Internet

A informação foi confirmada por Shantal nessa sexta-feira (10/12), em áudios que começaram a circular na internet e foram publicados pela revista Quem. Neles, ela fala sobre cenas de violência obstétrica durante o parto feito pelo ginecologista e obstetra Renato Kalil. Na época, Shantal contou que o trabalho de parto durou, aproximadamente, 48 horas e não foi humanizado (como a influencer desejava).

No áudio, que, a priori, teria sido enviado apenas a um grupo de amigas e acabou vazando na internet, ela conta o que sofreu. “Descobri que ele falou da minha vagina para outras pessoas. Tipo ‘ficou arregaçada, se não tiver episotomia, você vai ficar igual’”, contou.

Outro erro do médico, segundo a influencer, foi ter revelado o sexo do bebê, sem consentimento, nas redes sociais. “Ele quebrou o sigilo médico. Minha irmã descobriu pelo Instagram”, lamentou.

“Ele chamou meu marido e falou: ‘Olha aqui, toda arrebentada. Vou ter que dar um monte de pontos na perereca dela’. Ele falava de um jeito como ‘olha aí, onde você faz sexo, tá tudo fodido’. Ele não tinha que fazer isso. Ele nem sabe se eu tenho tamanha intimidade com meu marido”

Ela ainda afirma que o médico a teria “rasgado com a mão” e que as imagens mostram uma cena de violência verbal.

“Quando a gente assistia ao vídeo do parto, ele me xinga o trabalho de parto inteiro. Ele fala ‘Porra, faz força. Filha da mãe, ela não faz força direito. Viadinha. Que ódio. Não se mexe, porra’… depois que revi tudo, foi horrível”, comenta a influencer no áudio vazado.

No final, Verdelho conta ainda que o médico teria chamado Mateus para mostrar como ficou a vagina após o nascimento de Domênica. “Ele chamou meu marido e falou: ‘Olha aqui, toda arrebentada. Vou ter que dar um monte de pontos na perereca dela’. Ele falava de um jeito como ‘olha aí, onde você faz sexo, tá tudo fodido’. Ele não tinha que fazer isso. Ele nem sabe se eu tenho tamanha intimidade com meu marido”, contou a moça.

Shantal sofre violência obstétrica
Imagem: Reprodução / Internet
O que diz o médico

A assessoria do médico nega as afirmações de Shantal. “O Dr. Renato Kalil é médico obstetra ginecologista há 36 anos. Ao longo de sua carreira, já efetuou mais de 10 mil partos, sem nenhuma reclamação ou incidente.

O parto da Sra. Shantal aconteceu sem qualquer intercorrência e foi elogiado por ela em suas redes sociais durante trinta dias após o parto.

Surpreendentemente, o Dr. Renato Kalil começou a receber, nos últimos dias, ataques com base em um vídeo editado, com conteúdo retirado de contexto. Ataques à sua reputação serão objeto de providências jurídicas, com a análise do vídeo na íntegra”, dizia o texto divulgado pelo site da Quem.

Violência obstétrica: o que é e como denunciar.

A violência obstétrica costuma acontecer quando a equipe que acompanha a gestante tenta abreviar o tempo de trabalho de parto, seja rompendo a bolsa sem a permissão da mulher, induzindo o processo com medicação ou realizando episiotomia sem necessidade.

Há também quadros de violência obstétrica psicológica, que acontecem quando os profissionais que estão na sala de parto desconsideram as necessidades da parturiente, ou a submetem a ameaças, gritos e comentários que a humilham no momento em que está fragilizada.

Seja no SUS ou em atendimento particular, toda mulher tem o direito de saber sobre os procedimentos que estão sendo realizados na hora do parto. Caso esse direito seja violado, há implicações nas esferas penal e cível. Apesar de não existir uma lei tipificando a violência doméstica, os envolvidos podem ser responsabilizados por crimes como lesão corporal ou omissão de socorro.

Por isso, é importante a realização de um boletim de ocorrência para iniciar uma investigação. Na área cível, a medida é a responsabilização dos causadores dos danos materiais e morais, e a reparação destes, por meio, especialmente, de ação de indenização.

https://www.instagram.com/maesbrasileiras/

Posts Similares

1 Comentário

Deixe eu saber que você passou por aqui, comente!