Alimentação para cada idade da criança – O que oferecer em cada fase

Alimentação para cada idade da criança

Os nutrientes acompanham o desenvolvimento das crianças e evitam o surgimento de doenças

Comer é uma das melhores formas de crescer! Entretanto, isso não quer dizer que toda comida é bem-vinda à dieta das crianças: seus filhos precisam de nutrientes especiais em cada etapa de vida para garantir o desenvolvimento saudável do sistema neurológico, da imunidade, dos músculos, da fala e da sociabilidade.

A nutrição infantil vai desde o nascimento do bebê até a fase em que seu filho completa 19 anos. Apesar de ser um tempo prolongado de olho nas refeições, é esse período que vai solidificar as bases da alimentação das crianças, determinando a saúde que elas terão no futuro. Por isso, os pais devem se preocupar com estes momentos, mas sem excesso: não importa se o filho comeu ou não até a última migalha do prato, mas sim se ele está apresentando sinais positivos de desenvolvimento, como peso ideal, boa imunidade, noites de sono tranquilas, crescimento adequado, intestino funcionando, cabelos e unhas brilhantes e a típica pele corada que só as crianças têm.

Alimentar-se de forma saudável previne a obesidade infantil, que já atinge mais de 41 milhões de crianças de até cinco anos de idade no mundo; a anemia, que afeta 45% dos pequenos brasileiros com até cinco anos; o colesterol alto demais, que deve se manter abaixo de 150 mg/dl até a adolescência; a diabetes, condição de um milhão de crianças no país; e os distúrbios alimentares, que já são observados mesmo nos menores de 10 anos de idade. Os dados são alarmantes para os pais, que, muitas vezes, acabam “terceirizando” as refeições dos filhos para as babás, as escolas ou os restaurantes.

Para garantir uma dieta adequada, um pediatra ou nutricionista infantil pode ajudar. Entre os nutrientes que não podem faltar para as crianças estão o cálcio, que auxilia a formação dos ossos, da dentição e dos nervos, o cromo, que regula o açúcar no sangue e sintetiza as proteínas, o cobre, que faz bem para os sistemas nervoso e circulatório, o iodo para regular o metabolismo e o ferro, que ajuda a fabricar os glóbulos vermelhos do sangue.

A ALIMENTAÇÃO E AS FASES DE VIDA

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0-6 MESES

O leite que vem do peito da mãe deve ser oferecido já na primeira hora de vida do bebê. De acordo com o Unicef, essa prática é capaz de reduzir 22% das mortes antes do primeiro mês de idade, além de fortalecer os laços afetivos. Até os seis meses, a criança não necessita de leite animal, fórmulas complementares, chás nem mesmo água, pois a qualidade do aleitamento materno é superior a todos os alimentos e é de fácil digestão para a criança. Para garantir o crescimento e a proteção contra doenças, o bebê deve ser levado ao peito sempre que sentir necessidade, pois a sucção também é benéfica para seu desenvolvimento.

6 MESES – UM ANO E MEIO

A partir do sexto mês de vida, a criança pode continuar a ser amamentada com leite materno, mas também deve iniciar as primeiras refeições sólidas. Nesta fase de vida, o bebê deve ingerir pelo menos um alimento de cada grupo alimentar durante as refeições principais, que vão garantir todos os nutrientes que ele precisa. Para facilitar a ingestão, os pais costumam optar por papinhas salgadas (receitas), comida caseira amassada ou triturada, e frutas doces e suaves, como a banana e a pera, na boca, para que o bebê vá se acostumando aos gostos e às texturas dos alimentos. Já o método BLW (baby-led weaning) propõe que a própria criança manipule seus alimentos, incentivando-a a explorar e dando autonomia desde cedo.

UM ANO E MEIO – TRÊS ANOS

Alimentação para cada idade da criança

Conforme as crianças vão crescendo, elas naturalmente começam a se interessar pela alimentação da família, que deve ser feita em conjunto, à mesa, e de forma saudável. Para acompanhar o crescimento, os filhos precisarão ingerir mais carboidratos e vitaminas, encontrados em alimentos como arroz, mandioca, aveia, cenoura e beterraba. Proteínas também são necessárias, pois o corpo humano não é capaz de produzir ferro, então, 85 gramas de carne ou uma xícara de leguminosas como lentilha ou feijão serão fontes essenciais de obtenção desse nutriente.

TRÊS – SEIS ANOS

É neste período que as crianças começam a frequentar a escola e ficam mais expostas aos vírus a às bactérias do ambiente. Por este motivo, vão precisar de alimentos que aumentem a imunidade, como vitamina C, encontradas no limão, na laranja e na goiaba, ômega 3 e ômega 6, obtidas nos peixes e nas castanhas. A nova rotina também pede por opções saudáveis na lancheira, com pouca gordura e açúcar, e alimentos que não estraguem com facilidade. Na hora do intervalo, sucos naturais, pães integrais e queijo branco complementam os nutrientes servidos durante o almoço e o jantar.

SEIS – DOZE ANOS

É muito comum que os filhos que estão nessa faixa etária comecem a apresentar uma mudança dos hábitos alimentares, recusando-se a ingerir determinados tipos de alimentos, como as verduras, os legumes e as frutas, e preferindo opções calóricas. No entanto, eles não precisam mais de uma alimentação rica em gorduras e, por esse motivo, salgadinhos e chocolates deve ser liberado apenas de vez em quando. Uma boa forma de incentivá-los a se alimentar de forma saudável novamente é ensiná-los a cozinhar ou pedir auxílio no preparo das refeições.

DOZE – DEZENOVE ANOS

A partir da adolescência, a fome aumenta! Os pais vão perceber que eles estão comendo mais, principalmente os meninos, e crescendo também. As necessidades nutricionais variam de organismo para organismo de acordo com o metabolismo e as alterações hormonais, por isso, é essencial que os alimentos gordurosos e açucarados sejam evitados. Todas as demais fontes de nutrientes devem ser mantidas e oferecidas em maior quantidade para dar conta do desenvolvimento, mas com moderação para que o jovem não sofra com o aumento de peso e os problemas de saúde relacionados a esse fator. Os pais também precisam orientar os filhos sobre o consumo de bebidas alcoólicas, que pode alterar o estirão típico da puberdade, causar danos biológicos e, ainda, ser fatal.

Fonte: Hospital Infantil Sabará