Birra, o que fazer?

Last Updated on 31/07/2022′ by Flavia Miranda

Birra, o que fazer? Cai no chão, grita. Joga coisas para cima, xinga. Bate, morde, cospe. Chora sem parar, até soluçar. Quem não presenciou algum dia uma criança fazendo tudo isso? E como interrompemos esse comportamento? Às vezes, ignorar é a melhor forma de conter. Criança gosta de plateia. Quando damos muita atenção, continuam o comportamento.

Birra, o que fazer?

Às vezes, a criança só quer atenção. Não importa para ela se é atenção positiva ou negativa, e uma birra é uma ótima maneira de chamar sua atenção. Então, talvez, em vez de punir ou gritar com seu filho, deixe-o resolver isso sozinho. Não estamos dizendo para ignorá-lo – apenas conforte-o e espere até que ele se acalme. E o mais importante, não ceda.

Birra, o que fazer?
Birra, o que fazer?

Crianças pequenas não têm capacidade mental para resolver problemas e raciocinar. Explique ao seu filho que ele não vai conseguir o que quer fazendo birras. Com o tempo, as birras provavelmente ocorrerão com menos frequência.

Mas lembre-se: As birras devem ser tratadas de forma diferente, dependendo do motivo pelo qual seu filho está chateado. Às vezes, você só precisa oferecer conforto. Se seu filho estiver cansado ou com fome, é hora de tirar uma soneca ou fazer um lanche. Outras vezes, é melhor ignorar uma explosão ou distrair seu filho com uma nova atividade.

BIRRA, O QUE FAZER?

1. TENHA PERSISTÊNCIA

A criança tem muita persistência e não desiste até conseguir algo. Por isso, você precisa ter mais persistência do que ela. No início da birra, converse e estimule o diálogo: deixe claro que, enquanto ela não parar de usar o choro para se comunicar, você não será capaz de compreendê-la. Persista em não atendê-la até que ela pare de chorar, e, quando o choro cessar, converse, mas tenha em mente que isso não quer dizer que ela vai ganhar o que quer.

2. FAÇA COMBINADOS

Faça combinados antes de entrar nos lugares em que sabe que a criança tende a usar de birra para conseguir o que deseja. No supermercado, por exemplo, estipule com antecedência o limite de produtos a que ela terá direito (“só vale uma guloseima!”, por exemplo). Dê a ela uma folhinha de papel que represente a moeda com que comprará o que deseja. Acabou o papel, acabou a compra! Esse mesmo recurso pode ser usado em outros lugares e situações

3. CUMPRA COM A PALAVRA

Combine com a criança antes de sair de casa que, caso ela não obedeça, vocês irão embora do passeio. Cumpra com a palavra dita, pois será assim que a criança entenderá a coerência entre sua fala e sua atitude.

Birra, o que fazer?

4. UMA BOA CONVERSA. DIÁLOGO E REFLEXÃO

Ao retornar do passeio ou atividade, após o episódio da birra, reflita com a criança sobre os combinados cumpridos e descumpridos. O combinado cumprido, obviamente, merece reconhecimento, mas, se a birra tiver sido maior que as boas condutas, evite elogios. Deixe claro o mau comportamento, auxiliando a criança a perceber os impactos negativos dele.

5. CRIANÇAS, SEM AGRESSÕES. BATER, JAMAIS!

Contenha a criança se ela recorrer à agressão física, buscando bater ou machucar você. Segure os braços dela, olhe-a nos olhos e diga que entende que ela está brava, mas que bater é INACEITÁVEL. Qualquer tipo de agressão física é motivo mais do que suficiente para o fim de um programa ou atividade.

6. ADULTOS, SEM AGRESSÕES. BATER, JAMAIS!

Essa regra vale para as crianças, mas também para os adultos. Dê o exemplo! Por mais que os ânimos estejam exaltados, a agressão do adulto não ajudará a criança a compreender seu mau comportamento, e pode piorar a situação. O adulto estará apenas descarregando sua raiva.

VOCÊ CEDE ÀS BIRRAS?

Algumas crianças passam por essa fase de maneira mais intensa que outras. Elas se tornam tiranas de seus pais. A tirania é conquistada com o excesso de poder obtido pela coação, que acontece quando alguém impõe algum tipo de constrangimento a outra pessoa apenas para forçá-la a algo.

Cada vez que o adulto cede aos gritos, ao choro, à birra, a criança conquista mais um espaço nessa disputa de poder.

Assim, a criança dá mais um passo na conquista de seu “reino”.

É aí que reside o perigo. E é somente entendendo o porquê de tal processo e compreendendo essa fase que o adulto terá mais clareza de como agir.

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